Histórias Cruzadas

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Essa é minha primeira resenha de filme mas não é simplesmente uma resenha, hoje, vou falar sobre um filme tocante e belíssimo que fala sobre uma história, uma história de preconceito, maldade e bondade.
O nome do filme é Histórias Cruzadas foi lançado em 2011,
O filme é sobre um livro famoso que  é o numero 1 em vendas do famoso jornal The New York Times, ele é estrelado por Emma Stone (“A mentira”) como Skeeter, com a indicada ao Oscar© Viola Davis (“Dúvida”) como Aibileen e Octavia Spencer como Minny;
Ele conta a história de três mulheres extraordinárias do Mississipi durante os anos 60.
O Filme fala sobre como este livro foi escrito e de como elas se tornaram amigas, conta como o livro lhes deu coragem e abriu um importante caminho naquela época.
Para mim o filme conta mais do que isso, ele fala sobre o preconceito daquela época, de como pessoas negras eram tratadas.
No filme eu vi que existem pessoas más, algumas aprenderam a ser assim desde pequenas, outras o são assim simplesmente mas também mostra que existem pessoas boas onde o preconceito e o ódio não se instalou e foram essas pessoas que mudaram um mundo, uma época e abriram caminho para as novas gerações.
O filme é tocante e nos leva a reflexão de como o preconceito é, de que preconceito é um veneno e que a única coisa que ele trás é o ódio, a raiva e até a morte.
Nessa época existiram pessoas de coragem, que tiveram a coragem de serem elas mesmas, que tiveram a coragem de desafiar toda uma época e com isso mudaram tudo.
Ao mesmo tempo que vemos no filme o preconceito, vemos também pessoas realmente boas que por não serem como a sociedade querem impor que elas sejam são excluídas e até banidas.
No filme vemos que as mães não cuidavam dos filhos, quem cuidava deles eram as empregadas que eram maltratadas e humilhadas frequentemente, não tinham um salário, não tinham férias, não tinham folga e tinham que agüentar caladas todas as ofensas que ouviam de suas patroas, os maridos nunca tomavam parte dos problemas domésticos, sempre ficavam fora de casa trabalhando.
Mostra também o amor que as empregadas tem pelos filhos de que cuidam e de como um se apega ao outro e como é difícil e dolorosa a separação.
Eu não quero falar dessas pessoas como pessoas de cor, ou afro descendentes, eu os chamo de negros por que essa é a cor deles e não existe nada de errado nisso, não os chamo assim para ofender, humilhar, caçoar mas por que essa cor é linda, belíssima mesmo e os admiro demais.
O filme retrata um pouco de uma época que foi especialmente cruel com os negros quando existia a Ku Klux Klan onde pessoas brancas matavam pessoas sem qualquer tipo de represália  ou punição, eles, os negros foram humilhados e maltratados de uma forma que só podemos imaginar e por mais que tenhamos nossos problemas jamais poderemos saber pelo que eles passaram,  toda dor que sofreram , eu penso que, talvez nós nunca saibamos realmente o quão duro para eles foi.
Sobre o filme,uma parte do texto foi retirada do Vortex Cultural
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“ Na trama, somos apresentados à Eugenia “Skeeter” Phelan (Emma Stone). Aspirante à jornalista e escritora, ela consegue um emprego no jornal local. No entanto, por ser mulher e viver numa cidade racista e sexista, a jovem consegue apenas escrever uma pequena coluna dedicada a donas de casa na qual lhe cabe apenas dar às leitoras dicas de limpeza doméstica.
É nesse contexto que Skeeter e Aibileen se aproximam – a partir daí, a jovem branca que quer ser escritora percebe que a empregada pode ser a fonte da matéria-prima necessária à realização de uma grande reportagem: contar como é a vida das empregadas naquela sociedade segregacionista a partir do ponto de um ponto de vista até então inexplorado – o das próprias domésticas.
Ambas – Skeeter e Aibileen – estão infelizes: a primeira quer claramente ir além dos limites da cidade e provar que uma mulher pode ser muito mais que uma caçadora de maridos, atividade para a qual praticamente todas as moças de Jackson são treinadas desde muito jovens. Já a segunda, tem a dor da morte de um filho e a amargura imposta pelo preconceito atravessadas na garganta. Ela precisa colocar para fora os absurdos cometidos em nome da separação provocada pela segregação.
Absurdos, esses, que são bem retratados por meio da ação mais simples que se possa imaginar: ir ao banheiro – ou seja, até mesmo o mais corriqueiro dos atos pode ser utilizado para demonstrar como brancos tratavam negros dentro daquele contexto. Cabe ressaltar a maneira honesta como o diretor Tate Taylor retrata a hipocrisia dos moradores do subúrbio norte-americano daquele período: por trás das cercas brancas, gramados verdes e bem aparados, encontros sociais e lares aparentemente perfeitos, é possível ver, mesmo no menor dos gestos, o ódio e o desprezo que as pessoas que viviam ali sentiam pelos negros.
Essa visão segregacionista é incorporada pela personagem Hilly Holbrook (Bryce Dallas Howard) – tradução literal da América racista, branca e protestante.
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Seu mundo, no entanto, está prestes a ruir. Discretas intervenções feitas pelo diretor por meio de reportagens de TV assistidas pelos personagens mostram a evolução que os direitos civis nos Estados Unidos experimentavam naquele momento. A luta pela igualdade comandada por Martin
Luther King e o assassinato do presidente John Kennedy contextualizam a história dentro daquele período e deixam ainda mais claro que as coisas estavam mudando.

E a própria Hilly será vítima de uma das maiores ações de vingança e Justiça mostradas no cinema nos últimos tempos. Protagonizada por sua ex-empregada Minny (Octavia Spencer, excelente), a cena em questão se vale de uma, digamos, metáfora “orgânica” para mostrar do que ela realmente é capaz.
Atenção também à bela performance de Jessica Chastain (A Árvore da Vida), que interpreta a personagem Celia Foote e carrega sua construção com altas doses de inocência, desprendimento e sensualidade involuntária.”
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Este filme realmente vale a pena ver e rever muitas vezes, ele nos mostra o quão é importante ser você mesma mas, mais do que isso, ter a coragem de ser você mesma não importando o quanto a sociedade tente fazer você desistir de seus ideais, de quem você é de verdade.
Eu gostei muito deste filme e o recomendo para todos, vejam e mais do que isso, leiam o livro.
Assistam e me contem o que acharam.
Trailler:

 

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