A Poesia Prevalece

4320538
Eu não gostava de poesia , achava chata, não entendia até que, em uma de minhas idas a Biblioteca vi um pequeno livro com o titulo de “Ou Isto Ou Aquilo” de uma autora chamada Cecilia Meireles mas o que me chamou a atenção foi que o livro era um livro de poesia infantil.
Logo que comecei a ler fiquei encantava, praticamente devorei o livro em poucos minutos e então curiosa que sou fui procurar saber mais sobre a tal Cecilia Meireles e quantos mais eu lia sobre ela, quanto mais lia suas poesias mais encantada eu ficava e pronto, lá estava eu apaixonada descobrindo um novo mundo de poesia.
Mais tarde na casa de minha tia vi um livro que ela disse ser de poesia de alguém chamado Camões, quando comecei a ler parecia que era transportada para um outro mundo, fiquei lá, encantada, apaixonada pelo o que lia;
Nunca alguém falará de amor como Luís Vás de Camões , nunca alguém conseguirá traduzir em palavras esse que é o sentimento mais belo e precioso de todos em palavras tão belas e doces que nos fazia nos apaixonar pela vida.
Depois disso nem preciso dizer que fiquei completamente, totalmente apaixonada por poesia e que fiquei totalmente entregue a ela.
Na escola escrevia poesias e as pessoas diziam que eu tinha talento que deveria escrever um livro mas, num desses impulsos juvenis eu joguei fora todas as minhas poesias e sim, hoje me arrependo muito disso.
Ao longo do anos fui conhecendo grandes poetas como Machado de Assis, Mario Quintana, Clarice Lispector entre outros mas aquela que me fez encantar pela poesia ficou no meu coração para sempre ela que morreu antes mesmo de eu ter nascido mas que sua alma se parece tanto com a minha em cada palavra e frase,
Abaixo, mais sobre essa maravilhosa poetisa …

CECILIA MEIRELES

2001-068768-_20011030.jpgGLOBO

“…Liberdade, essa palavra
que o sonho humano alimenta
que não há ninguém que explique
e ninguém que não entenda…”
(Romanceiro da Inconfidência)


Cecília Meireles é uma das grandes escritoras da literatura brasileira. Seus poemas encantam os leitores de todas as idades. Nasceu no dia 7 de novembro de 1901, na cidade do Rio de Janeiro e seu nome completo era Cecília Benevides de Carvalho Meireles.
Sua infância foi marcada pela dor e solidão, pois perdeu a mãe com apenas três anos de idade e o pai não chegou a conhecer (morreu antes de seu nascimento). Foi criada pela avó Dona Jacinta. Por volta dos nove anos de idade, Cecília começou a escrever suas primeiras poesias. 
Formou-se professora (cursou a Escola Normal) e com apenas 18 anos de idade, no ano de 1919, publicou seu primeiro livro “Espectro” (vários poemas de caráter simbolista). Embora fosse o auge do Modernismo, a jovem poetisa foi fortemente influenciada pelo movimento literário simbolista.
No ano de 1922, Cecília casou-se com o pintor Fernando Correia Dias. Com ele, a escritora teve três filhas. 
Sua formação como professora e interesse pela educação levou-a a fundar a primeira biblioteca infantil do Rio de Janeiro no ano de 1934. Escreveu várias obras na área de literatura infantil como, por exemplo, “O cavalinho branco”, “Colar de Carolina”, “Sonhos de menina”, “O menino azul”, entre outros. Estes poemas infantis são marcados pela musicalidade (uma das principais características de sua poesia).
O marido suicidou-se em 1936, após vários anos de sofrimento por depressão. O novo casamento de Cecília aconteceu somente em 1940, quando conheceu o engenheiro agrônomo Heitor Vinícius da Silveira. 
No ano de 1939, Cecília publicou o livro Viagem. A beleza das poesias trouxe-lhe um grande reconhecimento dos leitores e também dos acadêmicos da área de literatura. Com este livro, ganhou o Prêmio de Poesia da Academia Brasileira de Letras.
Cecília faleceu em sua cidade natal no dia 9 de novembro de 1964.

E abaixo uma de suas poesias mais belas se é que existe alguma que seja de menor valor ou beleza que outras…

“Pus-me a cantar minha pena com uma palavra tão doce, de maneira tão serena, que até Deus pensou que fosse felicidade – e não pena.

Anjos de lira dourada debruçaram-se da altura.
Não houve, no chão, criatura de que eu não fosse invejada, pela minha voz tão pura.
Acordei a quem dormia, fiz suspirarem defuntos.
Um arco-íris de alegria da minha boca se ergue apondo o sonho e a vida juntos.
O mistério do meu canto, Deus não soube, tu não viste.
Prodígio imenso do pranto: – todos perdidos de encanto, só eu morrendo de triste!
Por assim tão docemente meu mal transformar em verso, oxalá Deus não o ausente, para trazer o Universo de pólo a pólo contente!”

 

Mas também conheci Camões e o conhecendo me encantei,suas poesias me emocionam, tocam o coração então quero passar abaixo uma de suas poesias que mais me emocionou, a primeira vez que a li eu chorei, nunca tinha lido algo tão bonito e tocante, sim, Camões provoca sentimentos dentro de nós que desconhecemos, suas poesias são as mais belas já escritas, nunca os sentimentos foram tão bem traduzidos em palavras, em poesias, se emocionem também:

 

“Eu cantarei de amor tão docemente,
Por uns termos em si tão concertados,
Que dois mil acidentes namorados
Faça sentir ao peito que não sente.
Farei que amor a todos avivente,
Pintando mil segredos delicados,
Brandas iras, suspiros magoados,
Temerosa ousadia e pena ausente.
Também, Senhora, do desprezo honesto
De vossa vista branda e rigorosa,
Contentar-me-ei dizendo a menor parte.
Porém, pera cantar de vosso gesto
A composição alta e milagrosa
Aqui falta saber, engenho e arte.”

 

E vocês, gostam de poesia? O que os fez gostar de poesia? Qual a sua poesia predileta?

Postado por Fernanda Maria